Publicado em: 12 de dezembro de 2012

Trabalhadores do Complexo Ford na Bahia reclamam contra retirada de itens de segurança

complexo_ford_w300_h169A segurança dos trabalhadores do Complexo Industrial Ford Nordeste está ameaçada. Um pacote de medidas anunciadas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) está gerando polêmica. Ao invés de adotar medidas para reduzir os indicadores de acidentes na Ford, o SESMT apresentou uma proposta que retira itens de segurança fundamentais no chão da fábrica para manutenção do bem estar, saúde e segurança dos trabalhadores durante as atividades laborais.

Os representantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e do Sindicato dos Metalúrgicos discordam da proposta e afirmam que as medidas são um “retrocesso” e que a atitude equivale a rasgar as leis do trabalho e as Normas Regulamentadoras. Segundo o Sindicato, eles já retiraram os óculos de segurança, os protetores auriculares e outros itens que compõem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), de alguns setores do Complexo.

Para os representantes de Segurança do Trabalho da Ford, os chamados visitantes, funcionários do Complexo que precisam, por algum motivo, ter acesso a determinados setores pelas faixas de pedestres, estariam imunes a qualquer tipo de acidente ou doença de trabalho, ou de serem atingidos nos olhos por projeção de partículas em determinado raio de distância.

“Trabalhamos em uma fábrica onde há diversos tipos de atividades, inclusive com cortes de chapas, soldagens, serviços de pinturas com uso de pistolas lançando o produto, montagem de peças em carrocerias, serviços pesados de manutenção com retiradas e colocação de pinos e outros tipos de materiais leves, médios e pesados. Por isso, é um risco imenso a retirada desses equipamentos de segurança”, avalia Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia.

O vice-presidente da CIPA Ford, Everaldo Vieira, afirma que a medida em nada “agrega” e que a CIPA avançou muito nos últimos dois anos. “Não vamos aceitar esta inversão de valores, pois a segurança, saúde, integridade física, meio ambiente e em especial a vida humana devem ser respeitadas como valores”, diz.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia – 10/12/2012