Terceirização de serviços: o que muda na segurança do trabalho

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O assunto é polêmico, mas segundo especialista, funcionários ganham com a terceirização quando o tema é segurança no trabalho

Preservar a integridade física de todos os seus funcionários é o dever de toda empresa. Com a aprovação da PL4330/2004, que regulamenta a terceirização de serviços no Brasil, essa responsabilidade muda de mãos, passando a ser obrigação da empresa de serviços contratada.

Mas o que isso muda para o funcionário? Segundo a engenheira de segurança do trabalho da Ramazzini Engenharia, Márcia Ramazzini, a tendência é que com a terceirização o cenário melhore para os funcionários.

“As empresas maiores possuem uma gestão de segurança mais efetiva e as empresas terceirizadas serão obrigadas a se adequar caso queiram prestar o serviço”, explicou Márcia.

Para isso acontecer, segundo Márcia, os técnicos de segurança do trabalho deverão exigir que os prestadores de serviços terceirizados cumpram as regras previstas pela empresa contratante. As informações deverão ser esclarecidas logo no inicio do trabalho, por meio, da integração de segurança, na qual os funcionários têm acesso às regras básicas de qualidade, segurança, meio ambiente, além de treinamento operacional, se necessário. O uso de uniformes e EPIS necessários para a realização do serviço são obrigatórios.

“Em grandes empresas, os prestadores de serviços terceirizados devem estar totalmente integrados e conhecer a política e campanha da instituição, até porque fazem parte de indicadores de segurança, estatísticas de acidentes e auditorias de certificação. Geralmente, empresas do mesmo grupo concorrem entre si no final do ano para análise de desempenho e o terceiro participa destas ações, fazendo parte destas estatísticas”, enfatizou.

Fonte: http://www.segs.com.br