Publicado em: 21 de maio de 2015

Rombo com doenças no trabalho

Tudo sobre lesão por esforço repetitivo
Imagem meramente ilustrativa

O número que mais chamou a atenção no congresso mundial sobre saúde no trabalho, o Global Healthy Workplace, que acontece no Costão do Santinho, em Florianópolis, é o do custo dos problemas de saúde do trabalhador brasileiro, incluindo afastamentos permanentes e temporários pagos pelo INSS e o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) cobrado das empresas. O total soma quase R$ 140 bilhões. Segundo o diretor da área de saúde da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, o INSS orçou para este ano R$ 70 bilhões para custear afastamentos temporários e permanentes. Além disso, as empresas gastam mais R$ 69,4 bilhões (US$ 23 bilhões) com custos do FAP relativos a acidentes por falta de condições de trabalho seguro, que são repassados pelo INSS. Esses custos, em parte, são retroativos.

Mais feliz

Novidade, hoje, no Global Healthy será a participação de executivos de indústrias, que depois terão que liderar as mudanças pela melhoria da saúde, observa Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, de olho no pós-evento.
– Tudo passa pelas pessoas, pela educação. O trabalhador mais mais educado cuida mais da sua saúde, mais da saúde da família, é mais feliz e mais produtivo. Temos um ciclo virtuoso fantástico – disse Côrte.