Publicado em: 19 de janeiro de 2016

Profissionais de saúde devem ter cuidado com acidentes

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De acordo com a OMS, dos 35 milhões de profissionais da saúde em todo o mundo, quase 3 milhões passam por exposições percutâneas a patógenos sanguíneos a cada ano

Diariamente os profissionais que atuam na área da saúde, principalmente os de enfermagem, são expostos ao perigo de se furarem com agulhas. As unidades médicas de movimentação intensa, como pronto-socorro e salas de cirurgia, oferecem ainda mais riscos de fatalidades irreversíveis. Segundo estudo de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 33 mil pessoas foram infectadas pelo HIV por causa de injeções reutilizadas ou compartilhadas e dos 35 milhões de profissionais da saúde em todo o mundo, quase 3 milhões passam por exposições percutâneas a patógenos sanguíneos a cada ano.

Segundo Karina de Araújo, enfermeira e especialista em Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da empresa Sol-Millennium, que fabrica seringas e agulhas de segurança, o risco médio de se contrair HIV em um acidente percutâneo é de 0,3%.

“O número parece pequeno, mas o perigo que isso representa para cada uma das vidas expostas é enorme”, comenta Karina. “Passar por um acidente como esse mexe com toda a vida profissional e pessoal de uma pessoa. Além de todo o tratamento profilático ao qual o profissional deve ser submetido, existe a discriminação pelo qual ele passa, a ansiedade e o medo do futuro, e incontáveis outros efeitos adversos”, explica a especialista.

“Tão fácil quanto bater o carro enquanto utiliza o celular, é sofrer um acidente com perfuro-cortante”, avisa Karina. “Por isso, as empresas devem investir na segurança de seus profissionais, na mesma proporção em que devem exigir que eles cumpram os protocolos de segurança. Quanto menor o risco, melhor para todos os lados”. O Brasil tem, hoje, cerca 656.701 casos registrados (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico.

Norma Regulamentadora 32 e Fiscalização

A NR 32 tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Seu objetivo é prevenir os acidentes e o adoecimento causado pelo trabalho nos profissionais da saúde, eliminando ou controlando as condições de risco presentes nos serviços de saúde.

A Norma está em vigência desde 2005 e ainda existem muitos hospitais que não utilizam dispositivos de segurança, só em 2014, foram lavrados mais 1 mil autos de infração, segundo o levantamento do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2013 mostrou que as atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto-socorro e unidades para atendimento de urgências, são as atividades do setor de saúde com maior incidência de acidentes. Segundo a enfermeira, indiscutivelmente, utilizar materiais perfuro-cortantes com dispositivo de segurança é uma exigência legal e moral, principalmente com relação às seringas descartáveis.

Fonte: http://www.segs.com.br