Publicado em: 18 de novembro de 2019

O Setor de Calçados no Brasil e no Mundo

Se existe um setor industrial no Brasil que já passou por altos e baixos é o de calçados, que se prepara agora para competir com as mais conhecidas em todo o mundo, como a Nike e a Adidas,além da pirataria que existe por todas as partes. Apesar de dispor de matérias-primas como o couro, o Brasil ainda não dispunha de design e tecnologia para competir no mercado internacional há algumas décadas. Mas seus empresários foram suficientemente competentes para se tornarem players importantes no mundo.

Quem não conhece as histórias de sucesso como da Azaléia e da Alpargatas que, de matérias-primas plásticas, conseguiram com o seu design criativo conquistar uma parcela importante no mercado internacional, onde a concorrência é das mais acirradas. Nos calçados esportivos, como o tênis, grandes marcas mundiais efetuam as mais caras campanhas de publicidade, mas seus empresários entram no jogo, investindo fortemente na tecnologia.

Por mais que os equipamentos hoje utilizados sejam sofisticados, o setor calçadista sempre foi mão-de-obra intensiva. Só no Brasil, empregam diretamente 360.000 pessoas, e nos momentos de crise chegaram a enviar mais de 5.000 operários qualificados para a China.

O jornal O Estado de S. Paulo de hoje publica uma matéria mostrando que a Vulcabrás/Azaleia que fez pesados investimentos em tecnologia prepara-se para competir com a Nike e a Adidas até nos tênis de competições esportivas, inspirando-se nos estudos que permitem que edifícios japoneses resistam aos terremotos. Os investimentos em publicidade também são pesados, e equipes esportivas nacionais acabam sendo patrocinados para a divulgação de seus produtos, com a marca Olympikus. Até cópias piratas acabam sendo produzidas em alguns países estrangeiros.

É interessante que, além das marcas nacionais, os produtores brasileiros também estão licenciados para produzirem marcas estrangeiras de grande prestígio.

Tudo isto mostra que os brasileiros são competitivos também nos setores onde outros países possuem produtos consagrados. O desenvolvimento industrial processa-se de forma complexa, com muita concorrência, e são exatamente nos setores que também existem produtos importados, que podem ser fortes, por contarem com um grande mercado. Isto acontece em setores como o automobilístico, eletrônico, confecções, e outros, onde o Estado indutor necessita dar o apoio às pesquisas, como ocorrem em muitos países mundo afora.

Fonte: http://www.asiacomentada.com.br