Investir em EPIs não é mero capricho

Cada real investido na compra, distribuição e treinamento do uso de EPI – equipamento de proteção individual – resulta na economia de seis reais em processos trabalhistas, acidentes e indenizações. Para a agroindústria no Brasil, a informação é de extrema importância, uma vez que esta encontra–se dividida em empresas de vários portes e com diversos conceitos sobre segurança pessoal.

As empresas de porte maior, que têm uma visão internacional do negócio e que sabem fazer conta incluindo a produtividade, incluem a compra, distribuição e treinamento do uso do EPI” comenta José Roberto Sevieri, diretor– executivo do Grupo Cipa e responsável por diversos eventos referentes à segurança patrimonial e individual.

Para Sevieri, as empresas de menor porte, que ainda não aprenderam a fazer contas, focalizam segurança como despesa e não como investimento. Logo, restringem aos seus funcionários o consumo de equipamentos de proteção. Estimativas dos principais fornecedores deste setor diz que a agroindústria consome cerca de R$ 80 milhões anuais de EPIs no Brasil.

As profissões prevencionistas no Brasil são formadas sempre com a mesma base, ou seja, o técnico e/ou o engenheiro de segurança do trabalho pode trabalhar tanto na agroindústria como no setor bancário. Os pilares da prevenção são os mesmos, mas com as peculiaridades de cada setor;  não existe um curso de especialização. “Infelizmente, existem muitos bons profissionais neste setor, mas não na quantidade desejada” analisa Sevieri.

Fonte: http://www.revistaalcoolbras.com.br/
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