Estresse no trabalho custa bilhões de euros ao ano na Europa

Estresse no trabalho custa bilhões de euros ao ano na EuropaO estresse é o segundo problema de saúde relacionado ao trabalho mais frequente na Europa, com quase a metade das jornadas perdidas e um custo de 136 bilhões de euros (R$ 567 bilhões) ao ano para a economia, segundo a Agência Europeia para Segurança e Saúde no Trabalho.

O alto custo do estresse no trabalho foi evidenciado nesta terça-feira na cúpula que a agência europeia organiza em Bilbao, na Espanha, como marco final da campanha “Trabalhos saudáveis. Administremos o estresse”.

A sessão de abertura do evento reuniu representantes da UE e dos governos espanhol e basco, que destacaram os benefícios de uma boa saúde laboral para a competitividade.

“Investir em prevenção é rentável”, argumentou a comissária europeia de Emprego, Assuntos Sociais, Capacidade e Mobilidade Laboral, a belga Marianne Thyssen, que, ao contrário do previsto, não compareceu ao evento por problemas de agenda e enviou sua mensagem por vídeo aos presentes.

A comissária ressaltou que a falta de saúde relacionada ao trabalho pode custar à Europa entre 2,6% e 3,8% de seu PIB.

O ministro luxemburguês de Trabalho, Nicolas Schmit, que compareceu ao evento como representante da presidência da UE, defendeu a prevenção e afirmou que uma empresa não é competitiva se “aceitar a degradação da saúde dos trabalhadores”.

Na opinião de Schmit, a precariedade laboral “não ajuda a produtividade a longo prazo”. O ministro apostou por “restaurar” na Europa “o equilíbrio entre a eficiência econômica e o progresso social”, e alertou para os “riscos” em termos de condições trabalhistas devido à mudança vivida pela economia rumo à digitalização.

A secretária da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), Esther Lynch, destacou o estresse sofrido por muitos trabalhadores e afirmou à Comissão Europeia que “se não for possível estimular as pessoas” a ter bons hábitos, será preciso “obrigá-las”.

Os participantes também avaliaram o trabalho a favor da saúde dos trabalhadores desenvolvido pela Agência Europeia.

Chrysta Sedlatschek, diretora do organismo, ressaltou que um bom entorno psicossocial é “crucial para ter uma mão de obra satisfeita, saudável e produtiva” e evidenciou “a situação estressante” que pode ser sentida pelas pessoas dedicadas ao controle de fronteiras e ao atendimento dos asilados na atual crise dos refugiados na Europa.

A Cúpula da Agência Europeia reúne hoje e amanhã mais de 300 profissionais da prevenção de riscos trabalhistas e representantes políticos em matéria de saúde laboral.

Os participantes terão a oportunidade de conhecer a campanha 2016-2017 da entidade sobre “Trabalhos saudáveis em cada idade”, dedicada a promover uma vida de trabalho sustentável.

Fonte: http://saude.terra.com.br