Publicado em: 6 de maio de 2014

Custo médio da energia para a indústria sobe 17%

O custo médio da energia elétrica para a indústria saltou 17%, em um ano, no Rio Grande do Norte,  catapultando o estado da 19ª para a 14ª posição no ranking nacional. A escalada, classificada como “absurda” pelo presidente da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales, é expressa em dados do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), divulgados ontem. O aumento do custo médio, segundo a Federação, é decorrente do reajuste da tarifa de energia, que chegou a 15,78% para o setor industrial potiguar, este ano. “Isso reduz a competitividade das empresas”, afirma Sales.

No site “Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil?” (www.firjan.org.br/quantocusta), que reúne os dados da Firjan, a tarifa média industrial de energia no RN é calculada em R$ 318,4 por Megawatt/hora. O valor embute tributos – PIS, Cofins e ICMS – e é o quarto maior do Nordeste, atrás de Pernambuco (R$ 381,77), Maranhão (R$ 338,97) e Ceará (R$ 329,6). “Produzir mais energia e investir no setor elétrico seria uma  solução. Reduzir impostos também seria, mas não acredito que o governo vá abrir mão de receitas”, observa ainda  Sales.

Do valor da tarifa para a indústria potiguar 22,5% são tributos. O percentual é semelhante ao de estados como Sergipe e Rio Grande do Sul. É o terceiro menor do país.  “Mas o custo é alto e se soma a outros como mão de obra e matéria-prima”, frisa Amaro Sales. Na Bahia (18,46%) e no Amapá (17,50%) o peso é mais baixo que no RN.

O presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), José Roberto Bezerra de Medeiros, afirma que o custo da energia foi impactado pelas usinas térmicas, que geram energia mais cara. “Mas apesar do reajuste, ainda temos uma tarifa competitiva”, opina.

O último aumento de tarifa  no RN vigora desde abril. O cálculo leva em conta fatores como custos com compra, transmissão e distribuição de energia.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br