Brasil precisa investir mais em segurança química

Faltam menos de três anos para a implantação em âmbito mundial do SAICM, sistema internacional de gestão das substâncias químicas que visa a redução dos acidentes decorrentes de produtos perigosos. Trata-se de um acordo voluntário, estabelecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente – Pnuma, que tem a adesão de cerca de 100 países, entre eles, o Brasil.

Em entrevista ao Podprevenir, o engenheiro químico da Fundacentro, Fernando Vieira Sobrinho, explica que o SAICM será um dos destaques da Semana da Segurança Química, promovido pela instituição de 16 a 20 de outubro, na sede da entidade em São Paulo, pois o País precisa se preparar para cumprir o compromisso assumido. ” Se compararmos o que já fizemos até agora com o que é necessário para 2020, estamos um pouco atrasados, daí a necessidade de maior conscientização, divulgação de informações e investimentos na capacitação de todos os agentes envolvidos com a segurança química”, complementa o especialista.

Estima-se que perto de 100 mil produtos perigosos estejam disponíveis comercialmente em todo o planeta e cerca de duas mil novas substâncias entrem no mercado a cada ano, sendo que apenas uma pequena parcela passa por testes toxicológicos. Os perigos estão associados à exposição durante os processos de produção, armazenamento, manuseio, transporte, uso, além de derramamento acidental ou descarte ilegal.

Segundo Vieira, a prevenção de acidentes químicos demanda gestão adequada dos riscos dentro das empresas, medidas preventivas, capacitação de pessoas, além da circulação de informação sobre as propriedades e riscos das substâncias. Todos esses assuntos serão tratados no seminário.

Fonte: http://www.protecao.com.br