Abertura da Couromoda registra aumento nas negociações e no número de visitantes

Primeiro dia de feira anima empresas gaúchas que projetam crescimento com foco no mercado brasileiro

Abertura da Couromoda registra aumento nas negociações e no número de visitantes
Abertura da Couromoda registra aumento nas negociações e no número de visitantes

 

Após um conturbado 2012, principalmente em termos de exportações, a indústria calçadista começa o ano otimista. O entusiasmo parte do primeiro dia da maior feira do setor, a Couromoda, que começou ontem em São Paulo, quando as empresas gaúchas, mesmo sem divulgar números, garantem que registraram maior número de visitantes e aumento no volume de negociações com relação ao ano passado.

O Rio Grande do Sul é o Estado com maior participação na Couromoda, representando 40% dos estandes. Para este ano, os expositoras gaúchos estimam, em média, um crescimento de 20% em 2013. Já a previsão do mercado nacional, conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), não é tão promissora.

— Diante da concorrência desleal com mercado chinês e da falta de incentivos do governo. se nós conseguirmos repetir a performance já prejudicada de 2012 já terá sido uma façanha — afirmou o diretor da Abicalçados, Heitor Klein.

Sediada em Sapiranga, a Ortopé acredita que a 40ª edição da Couromoda, que segue até quinta-feira no pavilhão de exposições do Anhembi, bata recordes de negócios. Com relação ao primeiro dia de feira do ano passado, a empresa estima que o número de visitantes foi 15% superior.

— Outro fator positivo é que os lojistas não estão mais escolhendo o primeiro dia para conhecer os produtos e os demais para comprar. Hoje (ontem) eles já vieram e compraram as cotas que tinham em mente — avalia o gestor de marca da Ortopé, Carlos Haack.

Pelo quarto ano consecutivo, a empresária Catarina Pereira, 58 anos, veio a São Paulo para escolher os calçados que pretende colocar na vitrine da sua loja em Angola. Representante de duas marcas do Grupo Paquetá, entre elas a gaúcha Ortopé, ela pretende encaminhar a compra de 5 mil pares, mil a mais do que no ano passado.

— As feiras no Brasil são mais familiares, tanto pela língua quanto pela receptividade — afirma Catarina.

Vislumbrando um mercado interno mais promissor do que o externo, o diretor comercial da Piccadily, de Igrejinha, Marlon Martins, estima que a venda para os lojistas brasileiros suba para 85% do total esperado para este ano. Em 2011, as vendas internas representaram 80%.

— Apostamos no mercado interno e, neste ano, estamos investindo em coleções voltadas para os consumidores do Norte e Nordeste do país, por acreditar que é um mercado em expansão — adianta Martins.

Calçadistas comemoram redução de ICMS

Embora tímida, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) anunciada há cinco dias pelo governo gaúcho é comemorada pelos expositores da Couromoda. Por decreto, o Executivo concedeu às empresas do setor calçadista um crédito presumido de 2% no ICMS sobre as vendas interestaduais de fevereiro a maio deste ano.

A expectativa do governo do Estado é diminuir os impostos e aumentar a arrecadação. No entanto, não existe uma previsão de crescimento.

— É uma pena que a medida tenha sido anunciada tão próxima da feira, mas esperamos que os fabricantes consigam reduzir o preço dos produtos e tornar-se mais competitivas — afirma o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviço (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Marcelo Clark Alves.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

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